Olá, pessoa!
O politicamente correto deixou as pessoas sensíveis; porém, não educadas e elegantes.
De hoje em dia, pra não ofender, até pra se fazer uma crítica severa, expor um ponto de vista, são utilizadas expressões como: "me desculpa a sinceridade", "meu caro amigo", "nobre excelência" (e para gente que de nobreza e excelência não tem nada), "não me leve a mal".
Cheguei, há algum tempo, observar o uso de 'preclaro', um adjetivo arcaico que achava que tinha saído do dicionário já (!).
Não obstante estes termos polidos (hein?) 'a lenha desceu' e amizades foram prejudicadas.
Então, qual a razão de tentar ser elegante (sem ser) e de tentar parecer educado (sem parecer e ser)?
Ter objetividade na comunicação é o que há.
Pensar o que se pensa e se expressar, é o que há.
Sem mimimi.
Sem esta linguagem que, ao invés de esclarecer, deixa quem fala, com jeitão de pateta.
Abaixo o politicamente correto e Acima a sinceridade sem máscaras.
É isso.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Falar em público é fazer discurso?
Olá, pessoa!
Falar em público vai muito além do que simplesmente fazer
discurso.
É bem provável que você tenha estranhado o advérbio ‘simplesmente’.
Mas, qual a razão dele estar aí?
Porque as pessoas têm costume da achar que falar em público
é para os políticos, pregadores (pastores) e, ultimamente, para palestrantes, pessoas
essas que precisam se comunicar para plateias cada vez maiores.
Só que nem sempre é assim.
Hoje em dia, saber se comunicar (bem) é uma habilidade
social exigida mesmo nos lugares em que você menos percebe.
Vejamos alguns exemplos:
Você é chamado numa entrevista para emprego: por incrível
que pareça, aquelas perguntas feitas pelo recrutador têm mais a ver com o seu autoconhecimento do que com a atribuição que o seu cargo exigirá. E na hora de
contar de onde você vem e o que espera da empresa, você se perde;
Você treina uma equipe de vendas: sabe tudo sobre o produto
e a empresa, mas, na hora de passar as informações para os seus colaboradores,
não consegue encontrar a palavra correta para que eles entendam a sua mensagem.
Com isso, a equipe sai ‘motivada para o lado errado’ e os resultados não são os
esperados;
Você vai apresentar um trabalho na faculdade: após fazer sua
pesquisa, sente-se preparado para enfrentar a banca, mas, na hora H, percebe
que seus slides não correspondem àquilo que você queria dizer. Aí, você procura
uma palavra para substituir uma imagem e não encontra e, optando pela pior das
hipóteses, faz o que a maioria faz: escreve e lê PowerPoint, tornando a sua
apresentação monótona e cansativa.
Estas são apenas algumas situações em que o falar em público
é importante, não exige discurso para grandes plateias e você não nota.
Como eu costumo dizer: Falar em público? Você não precisa.
Até precisar.
E aí?
Vai esperar a situação desesperadora bater na sua porta para
‘correr atrás’?
Olhe a tudo que está ao seu redor e que precisa ser
comunicado.
A partir daí, veja se está preparado para enfrentar qualquer
situação.
É isso.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
O advogado e o Falar em Público
Olá, pessoa!
Neste artigo, vamos
evitar introduções longas e ir direto ao assunto:
Se existe uma
profissão onde a habilidade de se falar em público parece ser algo peculiar e
inerente é a de advogado.
Para boa parte da
população, este profissional já exala boa oratória, comunicabilidade, coesão e
clareza de raciocínio.
Será mesmo?
Cada vez mais, vemos
este profissional 'passando por apuros' e tendo de interpretar as mais diversas
questões relacionadas aos mais variados assuntos que se referem ao Direito.
Sem contar que este é
inquirido em todas as rodas da sociedade para as famosas consultorias grátis e calorosos debates, mesmo que seja num final de semana ou num descontraído churrasco.
Nestas horas, a boa
comunicação é indispensável para se desvencilhar destes inconvenientes ou até
para 'convidar um cliente em potencial para comparecer ao escritório em horário
comercial' sem causar constrangimento ou se sentir constrangido.
Outro assunto que
exige boa comunicação é o que observamos na mídia, concernente aos argumentos que
precisam ser sustentados durante decisões judiciais: até a culpa autodeclarada é chamada de suspeita,
pois tudo depende 'do ponto de vista de quem opina'.
Hoje é muito comum
alguém ser flagrado em vídeo e dizer que 'realmente sou eu, mas eu não estava
aí neste dia', ou: 'esta assinatura é minha, mas eu não assinei nada', ou então:
'esta é a minha voz na gravação, mas eu não disse isso'.
Nestas horas, saber
argumentar na defesa (ou não) é essencial para fazer com que uma prova seja
realmente vista como prova para aquele objeto.
Confuso, hein?
A habilidade de se
falar em público nunca foi tão exigida – principalmente para este profissional.
Para fugir destes tais 'apuros', muitas vezes o advogado lança mão de um artifício que é utilizado pela maioria: corre às livrarias e gasta fortunas em livros sobre o tema.
Tal atitude, ao invés de ajudar, acaba atrapalhando, pois, na hora H, qual linha de raciocínio seguir? Qual autor se aproximou daquilo que, REALMENTE, você precisa?
Assista a este vídeo abaixo para saber o que digo sobre esta atitude improdutiva:
E lembre-se:
Uma ajuda
profissional pode te encurtar vários caminhos e te focar no que realmente é
relevante para cada situação.
Pense nisso.
É isso.
Marcadores:
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Tribunal
Local:
Campinas - SP, Brasil
quinta-feira, 11 de maio de 2017
O Mestre de Cerimônias é o seu evento em pessoa
Olá, pessoa!
Lembre-se disso: todo grande evento
tem um grande Mestre de Cerimônias.
Este profissional que sempre acaba
se tornando a referência do evento, tem de manter a postura com segurança e
credibilidade e, acima de tudo transmitir a mensagem de maneira objetiva e
concisa. Afinal, a condução do evento depende dele.
A discrição é sempre um ponto a se
observar neste profissional: costumo dizer que o bom mestre de cerimônia tem de
passar despercebido e tem de ser o coadjuvante e não o ator principal.
Muitas vezes é contratado para ser ‘voz
off’ e atua nos bastidores, apenas enviando comandos através da voz, ou seja:
não aparece.
Existem outros fatores importantes
que fazem deste profissional um verdadeiro porto seguro para quem organiza
eventos: pontualidade, conhecimento técnico, interesse pelo briefing, visão
360° e capacidade de improviso.
Pontualidade: chegar em cima da hora pode causar
transtornos e aumentar a ansiedade. É recomendado estar no local com, pelo
menos, 30 minutos antes do início;
Conhecimento técnico: a hora do ‘check sound’ é de suma
importância: o teste de voz e a adequação do volume devem estar de acordo com o
ambiente e com o objetivo do evento;
Interesse pelo briefing:
todos os possíveis acontecimentos, por mínimos que possam parecer, não podem
escapar desta última observação do mestre de cerimônias;
Visão 360°: mesmo que ele não seja o
responsável por todos os pormenores, é preciso saber identificar possíveis gaps para uma reação positiva. Para um
Mestre de Cerimônias, mesmo que o problema ‘não seja dele’, passar a ‘ser dele
sim’, afinal, é a sua imagem que está em evidência;
Capacidade de improviso: todo evento é dinâmico. Estar
preparado para algo fora do script é
fundamental. Nesta hora, saber sair de situações inusitadas sem comprometer a
qualidade do evento ou a própria imagem faz toda a diferença.
E o seu Mestre de Cerimônias? Reúne
estas características?
É isso.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
sábado, 26 de setembro de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Falar em Público? É simples. Li todos os livros
Olá, pessoas!
Olho no olho. Olho na testa.
Olho no nariz. Braços cruzados. Mãos no bolso. Pés voltados pra dentro. Pés
voltados pra fora. Mãos espalmadas. Mão segurando a mão.
Será que a observação de certos
comportamentos está sendo feita de forma correta?
Vamos a uma situação que faz parte do quadro: "Aconteceu Comigo":
Logo na primeira aula de
Oratória (Falar em Público) que ministrei numa instituição de ensino, durante
minha explanação sobre o tema, fui abruptamente interrompido por uma aluna
afeita à leitura destes manuais para falar bem em público. Segundo ela, ‘tinha
mais de 20 em casa’.
A princípio, achei que ela ia
apenas colocar algumas experiências, como é normal os alunos destes cursos fazerem. Assim, cuidadosamente e sem interrompê-la, fui conduzindo a pessoa
para o centro da cena até poder me sentar, como se tivesse abdicado da minha
posição na aula.
A classe me olhava atônita,
talvez esperando uma reação autoritária de minha parte. Mas não. Preferi dar
corda à leitora e ouvir suas explicações.
Qual não foi a surpresa de todos
que, ao perceber-se no centro da cena, ela começou a se embasbacar, tropeçou
nas palavras, nos gestos de que tanto falava e, envergonhada, desculpou-se e
sentou.
Situações como estas, embora
bizarras às vezes, são comuns a pessoas que, afoitas por falar em público de
maneira impressionante, compram pilhas de livros e as interpretam à própria
maneira.
Afinal, a profusão de leituras
sobre o tema, torna, enganosamente, todas as pessoas aptas a decifrar o outro,
a conhecer os trejeitos, a adivinharem o que virá numa comunicação.
Só que não.
O corpo fala (com o perdão da ‘indireta’)
de acordo com situações específicas e segue um código de ambientes. Para ser
simplista, não dá pra falar de ser sinal de resistência braços cruzados numa
sala gelada. Nem ‘pernas voltadas para a máquina de café’, se o sujeito sentou
à porta e não quer atrapalhar o trânsito de outras pessoas. Certo?
Precipitar-se em interpretações
assim é o mesmo que dizer que se tornou um exímio físico nuclear apenas lendo
almanaques em banca de revista!
Claro que a postura corporal e os bons modos têm que ser observados e fazem parte do que tecnicamente chamamos de
“Comunicação Não verbal”, mas é necessário analisar todo o contexto em que se
está inserido.
A boa comunicação só se dá com
uma boa compreensão. Caso contrário, de nada adiantará acumular pilhas de livros
de Oratória se a pessoa só consegue falar sozinha e tirar suas próprias
conclusões sobre isso.
Livros assim são excelentes, mas são como remédio: só tome sob prescrição de um profissional.
Nos meus cursos, costumo passar
referências bibliográficas só ao final, para evitar interpretações equivocadas.
Neste caso, se você é
colecionador deste tipo de literatura, parabéns: interesse é importante; mas
aconselho que, antes de tecer comentários sobre posturas, faça um bom curso,
procure um profissional do ramo e recomece sua leitura. Tenho certeza de que mudará
de opinião, como fez aquela aluna que inspirou este texto.
É isso.
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