sábado, 26 de setembro de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Falar em Público? É simples. Li todos os livros
Olá, pessoas!
Olho no olho. Olho na testa.
Olho no nariz. Braços cruzados. Mãos no bolso. Pés voltados pra dentro. Pés
voltados pra fora. Mãos espalmadas. Mão segurando a mão.
Será que a observação de certos
comportamentos está sendo feita de forma correta?
Vamos a uma situação que faz parte do quadro: "Aconteceu Comigo":
Logo na primeira aula de
Oratória (Falar em Público) que ministrei numa instituição de ensino, durante
minha explanação sobre o tema, fui abruptamente interrompido por uma aluna
afeita à leitura destes manuais para falar bem em público. Segundo ela, ‘tinha
mais de 20 em casa’.
A princípio, achei que ela ia
apenas colocar algumas experiências, como é normal os alunos destes cursos fazerem. Assim, cuidadosamente e sem interrompê-la, fui conduzindo a pessoa
para o centro da cena até poder me sentar, como se tivesse abdicado da minha
posição na aula.
A classe me olhava atônita,
talvez esperando uma reação autoritária de minha parte. Mas não. Preferi dar
corda à leitora e ouvir suas explicações.
Qual não foi a surpresa de todos
que, ao perceber-se no centro da cena, ela começou a se embasbacar, tropeçou
nas palavras, nos gestos de que tanto falava e, envergonhada, desculpou-se e
sentou.
Situações como estas, embora
bizarras às vezes, são comuns a pessoas que, afoitas por falar em público de
maneira impressionante, compram pilhas de livros e as interpretam à própria
maneira.
Afinal, a profusão de leituras
sobre o tema, torna, enganosamente, todas as pessoas aptas a decifrar o outro,
a conhecer os trejeitos, a adivinharem o que virá numa comunicação.
Só que não.
O corpo fala (com o perdão da ‘indireta’)
de acordo com situações específicas e segue um código de ambientes. Para ser
simplista, não dá pra falar de ser sinal de resistência braços cruzados numa
sala gelada. Nem ‘pernas voltadas para a máquina de café’, se o sujeito sentou
à porta e não quer atrapalhar o trânsito de outras pessoas. Certo?
Precipitar-se em interpretações
assim é o mesmo que dizer que se tornou um exímio físico nuclear apenas lendo
almanaques em banca de revista!
Claro que a postura corporal e os bons modos têm que ser observados e fazem parte do que tecnicamente chamamos de
“Comunicação Não verbal”, mas é necessário analisar todo o contexto em que se
está inserido.
A boa comunicação só se dá com
uma boa compreensão. Caso contrário, de nada adiantará acumular pilhas de livros
de Oratória se a pessoa só consegue falar sozinha e tirar suas próprias
conclusões sobre isso.
Livros assim são excelentes, mas são como remédio: só tome sob prescrição de um profissional.
Nos meus cursos, costumo passar
referências bibliográficas só ao final, para evitar interpretações equivocadas.
Neste caso, se você é
colecionador deste tipo de literatura, parabéns: interesse é importante; mas
aconselho que, antes de tecer comentários sobre posturas, faça um bom curso,
procure um profissional do ramo e recomece sua leitura. Tenho certeza de que mudará
de opinião, como fez aquela aluna que inspirou este texto.
É isso.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Improvisar não é falar qualquer coisa
Olá, pessoas!
Conta a
história que nos tempos idos do rádio e em meio à repressão, a dupla Alvarenga
e Ranchinho, que fazia duras críticas àquele período, certa vez foi barrada
pouco antes de entrar no palco por um agente. Ele não queria autógrafo nem ‘tirar
uma selfie’ com os humoristas: queria conhecer o teor das piadas que os dois
faziam no palco. Naquele tempo era comum submeter os textos, filmes e qualquer
material para veiculação à censura para uma análise prévia. Alvarenga, liso que
era, retrucou: “a gente não pode mostrar nada porque muita coisa faz de
improviso”. O agente não cedeu e mandou logo uma em cima: ‘não tem problema, a
gente quer ver o improviso também’.
Para quem não
enveredou pelos caminhos da Oratória, esta exigência do agente pode parecer absurda,
mas até que faz sentido. Sem entrar no mérito da questão da censura, o improviso pode
muito bem ser ensaiado, ao contrário do que podem pensar alguns.
Cabe lembrar
que o ‘falar de improviso’ requer técnica, preparo e acima de tudo, experiência e sensibilidade.
Não é fácil ser abordado numa ocasião qualquer e ter de fazer uso do microfone
sem ter ao menos uma ideia do que poderá ser falado. Por outro lado, levar um
discurso ensaiado, com palavras escolhidas a dedo, pode tirar a naturalidade do
orador e fazê-lo parecer mecânico, um robozinho falante e sem emoção.
Um artigo que
me chamou bastante atenção foi sobre o locutor esportivo Nick
Barnes: antes de cada jogo, ele costuma fazer um estudo de partidas
anteriores envolvendo os dois times. Isto o ajuda na improvisação durante a
narrativa, tornando-a mais atraente ao ouvinte.
Ou seja:
o improviso, mesmo não podendo ser mostrado antes, pode ser ensaiado.
Ao improvisar,
tenha sempre em mente que é necessário coesão nas ideias, com começo, meio e
fim. Ou então, vai parecer que você utilizou seu tempo de fala apenas por uma
questão de protocolo, mesmo sem ter conteúdo.
É isso.
quinta-feira, 12 de março de 2015
A Pausa como Parte da Exposição
Olá, pessoas!
Dentre todas as técnicas para
falar em público, um item muito importante é sempre deixado de lado: a pausa.
Por mais incrível que possa
parecer, ela é essencial, não somente para o palestrante/apresentador tomar
água, respirar, mas também para este observar a reação da plateia.
A plateia, por sua vez, também
terá seu tempo para refletir sobre o que acabou de ser dito e, desta forma,
assimilar melhor a mensagem.
Nada mais angustiante do que
aquele apresentador que não respira e vai exibindo slides em cima de slides e
colocando comentários em cima de comentários num frenesi sem fim.
Quem não passou por isso ou já
participou de uma exposição assim?
E não estou falando só de
iniciantes. Falo de pessoas que têm uma boa quilometragem nesta estrada das
palestras.
Nada encanta mais um
apresentador do que, no espaço destinado a perguntas, receber uma avalanche
delas. Como diz o ditado popular do meio: “Se não há dúvida, não há
compreensão”. Vou mais longe: “Se não há dúvida, não há compreensão ou
interesse”.
E se a pergunta não vem, será
que não foi o apresentador que não deu tempo suficiente para a plateia refletir e assim conseguir formular perguntas?
Mas por que a pausa é sempre
deixada de lado?
Pelas minhas observâncias, vejo
que é uma falta de controle da ansiedade do apresentador. Com o intuito de
passar a maior parte do conteúdo que foi surgindo no decorrer de seu preparo,
este cai na armadilha que precisa ‘passar tudo porque senão a apresentação vai
ficar incompleta’. Então, simplesmente descarrega o conteúdo sem dar tempo para sua compreensão.
Nem sempre é assim: tal conteúdo é
sempre preparado para a plateia ‘ideal’: imaginamos o nossos movimentos, o nosso
falar, o olhar ávido da plateia, o ambiente com o ar condicionado na
temperatura adequada, enfim, nossa apresentação sempre é ‘feita para encantar’,
mesmo que o assunto seja técnico. Só nos esquecemos que tanto o ambiente quanto a plateia são dinâmicos e podem mudar a qualquer instante.
Por isso a pausa se torna essencial. Com ela, observamos estas mudanças e 'damos um tempo' para sermos observados também. Isso gera a tão aguardada interação.
Sem pausa, sem impacto. Sem impacto, sem sucesso na apresentação.
Por isso a pausa se torna essencial. Com ela, observamos estas mudanças e 'damos um tempo' para sermos observados também. Isso gera a tão aguardada interação.
Sem pausa, sem impacto. Sem impacto, sem sucesso na apresentação.
Então, sempre que for falar em
público, seja na universidade, na empresa, num seminário, pense na
possibilidade de se deixar a plateia refletir sobre o que dissemos ou queremos
dizer.
Que tal uma pausa?
É isso.
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
Quanto tempo eu tenho pra falar?
Esta pergunta
sempre toma conta de quem está prestes a fazer uma apresentação, seja ela numa
reunião de empresa, numa sala de aula ou num evento.
Explicar sobre
administração do tempo da fala exige muitos cuidados, pois podemos dar a impressão
de que uma explanação de uma ideia deva ser pautada apenas no relógio. Mas não.
De uma coisa tenha certeza: você não é o único a se preocupar com isso.
O tempo era tão
importante para os gregos, que o papel de administrá-lo cabia a dois deuses:
Chronos, na medição quantitativa e Kairós, com a atribuição de aferir a
qualidade do que era feito em determinado período.
Viu só? Não são só os participantes da era moderna que vivem este dilema.
Cabe lembrar
que muitas vezes falamos muito sem que aquilo traga resultado satisfatório nas
pessoas que nos ouvem.
Então, é bom
fazermos um discurso reduzido, mas com conteúdo.
Em se tratando
de uma exposição oral, sempre somos reféns do relógio; daí advém vários
problemas entre eles a falta de interesse, o cansaço e o bocejo da plateia.
Para
resolvermos este entrave, algumas dicas se fazem necessárias:
·
Evite o improviso, se possível;
·
Não use palavras que precisem ser explicadas
pela complexidade do termo;
·
Faça um roteiro do que precisará ser dito;
·
Depois do roteiro, enumere o que é importante em
cada item deste roteiro;
·
Dedique alguns minutos para refletir sobre o
roteiro;
·
Evite prolongar sobre os assuntos que você julga
entender bem;
·
Tire deste roteiro o que achar repetitivo;
·
Concentre-se no que quer realmente dizer;
·
Controle os insights
comuns que surgem na hora da empolgação;
·
Anote as frases de efeito que poderão ser usadas
em cada item;
·
Observe a atenção da plateia;
·
Não hesite em abreviar o seu tempo caso perceba
que não esteja agradando.
Lembre-se:
É melhor
encerrar um assunto quando todos estão interessados em ouvir, do que se
prolongar e perder todo o impacto da mensagem.
E que Chronos e
Kairós nos protejam!
É isso.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Falar em Público: Alguma dúvida?
Olá, pessoa!
Nestes
anos dedicados à Comunicação, percebo que há uma grande confusão quando o
assunto é ‘Falar em Público’.
Para
começar, os chamativos para o curso já deixam o pretenso interessado na dúvida:
Será que faço um curso de “Desinibição ao Falar em Público”, “Perca o Medo de
Falar em Público”, “Expressão Verbal” ou “Oratória”?
Resposta:
tais cursos são, basicamente a mesma coisa. Cabe a você definir sua necessidade
conversando com quem vai ministrá-lo para obter um melhor resultado.
Pois
bem: outro argumento bastante comum da parte dos que confundem o curso é: ‘não
preciso falar em público’ ou ‘não falo para grandes plateias’.
Aí está
um erro crucial: um curso para falar em público não significa, necessariamente,
que você vá falar para multidões. Você TAMBÉM falará para multidões, mas o que
não pode ser deixado de lado é que, muitas vezes, a sua ‘multidão’ pode
ser os seus colegas do escritório, seu superior imediato, seu cliente, seu
fornecedor. Por exemplos: a sua plateia pode ser a reunião diária da sua
empresa ou a apresentação de um projeto para a faculdade. E aí? Como você se
sai diante destas situações?
Você já
parou para pensar quantas vezes consideramos uma ideia tão boa, mas que, na
hora H, parece que não achamos a palavra adequada?
E
quando voltamos para a casa insatisfeitos e com aquela sensação de que não
falamos o que era deveria e falamos o que era irrelevante?
Falar
em público exige reflexão, observação e, nestes tempos do politicamente
correto, da utilização das palavras certas.
Um
curso com este objetivo fará com que você aprenda ou melhore a forma de se
comunicar para pequenos ou grandes círculos, sejam estes sociais ou corporativos.
Para
isso é preciso treino. Treino constante. Não apenas durante as dinâmicas que
são aplicadas durante os cursos. É uma malhação sem fim na academia da
comunicação. Você está disposto a isso ou vai ficar apenas admirando aquele
colega que fala bem, que sabe se expor e que, por este motivo, é sempre
colocado à sua frente mesmo nos momentos que você não considera tão importantes?
Como se
sair de uma situação no ambiente de trabalho utilizando corretamente as
palavras ou negociando um novo prazo para projetos? Para isso é preciso ter
argumentos. Você consegue ordená-los na hora da exposição?
Outra
confusão com que me deparei várias vezes é: este curso é muito formal. Outro
enorme engano. “Falar em Público” vai abrir sua percepção para os mais variados
ambientes e, consequentemente, a utilização das palavras e o tom de voz
adequados para várias circunstâncias.
Dá pra
falar bem em reuniões, eventos corporativos, roda de amigos, sem que, para
isso, demonstremos arrogância.
Viu
como é abrangente?
Neste blog
vamos elucidar os mais variados questionamentos de uma maneira clara, simples e
objetiva, como a comunicação deve ser.
Seja
para grandes plateias, de terno e gravata, ou até mesmo, com bermuda e chinelo.
É isso.
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