terça-feira, 8 de maio de 2018

Desenvolvimento? Xi! Eu quero é meu diploma!


Olá, pessoa!

Um pouco de reflexão sobre o que se convencionou chamar de 'ensino superior':
Uma parte significativa do 'alunato' (eu sei que o correto é corpo discente, viu?) vai para uma faculdade apenas atrás do certificado ou diploma.
Não precisa ir muito longe para perceber esta terrível situação:
1) o analfabetismo funcional está cada vez maior nos egressos de faculdades;
2) palestras com temas interessantes e referentes ao mercado de trabalho só conseguem adesão se forem prometidos bônus em horas complementares;
3) não existe produto acessível para este público: tudo 'tá caro', tudo 'agora não dá', tudo 'estou apertado'. No entanto, estas justificativas não servem quando o assunto é ticket caríssimo que dá direito a open bar: aí toda balada é acessível, mesmo que se tenha que parcelar no cartão e jogar todo o resultado dela no primeiro banheiro químico ou aguentar dores na nuca e aquele olhar de peixe morto no dia seguinte.
Ou seja: a velha máxima de se ir na faculdade pra aprender a jogar truco continua imperando no meio, com algumas variações.
Some-se a tudo isso, uma tal propaganda do governo, que dá prêmio de 'jovem cientista' pra quem planta mato em muro.
E eu achando que cientista era quem se interessava por ciência, pesquisa, desenvolvia novos remédios e apresentava soluções factíveis para os principais problemas da humanidade. Que ingenuidade!
Desenvolvimento pessoal?
O que é isso?
Eu quero meu diploma. Eu tô pagando.
Viva a pátria educadora!
É isso.