quinta-feira, 12 de março de 2015

A Pausa como Parte da Exposição


Olá, pessoas!

Dentre todas as técnicas para falar em público, um item muito importante é sempre deixado de lado: a pausa.
Por mais incrível que possa parecer, ela é essencial, não somente para o palestrante/apresentador tomar água, respirar, mas também para este observar a reação da plateia.
A plateia, por sua vez, também terá seu tempo para refletir sobre o que acabou de ser dito e, desta forma, assimilar melhor a mensagem.
Nada mais angustiante do que aquele apresentador que não respira e vai exibindo slides em cima de slides e colocando comentários em cima de comentários num frenesi sem fim.
Quem não passou por isso ou já participou de uma exposição assim?
E não estou falando só de iniciantes. Falo de pessoas que têm uma boa quilometragem nesta estrada das palestras.
Nada encanta mais um apresentador do que, no espaço destinado a perguntas, receber uma avalanche delas. Como diz o ditado popular do meio: “Se não há dúvida, não há compreensão”. Vou mais longe: “Se não há dúvida, não há compreensão ou interesse”.
E se a pergunta não vem, será que não foi o apresentador que não deu tempo suficiente para a plateia refletir e assim conseguir formular perguntas?
Mas por que a pausa é sempre deixada de lado?
Pelas minhas observâncias, vejo que é uma falta de controle da ansiedade do apresentador. Com o intuito de passar a maior parte do conteúdo que foi surgindo no decorrer de seu preparo, este cai na armadilha que precisa ‘passar tudo porque senão a apresentação vai ficar incompleta’. Então, simplesmente descarrega o conteúdo sem dar tempo para sua compreensão.
Nem sempre é assim: tal conteúdo é sempre preparado para a plateia ‘ideal’: imaginamos o nossos movimentos, o nosso falar, o olhar ávido da plateia, o ambiente com o ar condicionado na temperatura adequada, enfim, nossa apresentação sempre é ‘feita para encantar’, mesmo que o assunto seja técnico. Só nos esquecemos que tanto o ambiente quanto a plateia são dinâmicos e podem mudar a qualquer instante.
Por isso a pausa se torna essencial. Com ela, observamos estas mudanças e 'damos um tempo' para sermos observados também. Isso gera a tão aguardada interação.
Sem pausa, sem impacto. Sem impacto, sem sucesso na apresentação.
Então, sempre que for falar em público, seja na universidade, na empresa, num seminário, pense na possibilidade de se deixar a plateia refletir sobre o que dissemos ou queremos dizer.
Que tal uma pausa?


É isso.