Olá, pessoas!
Dentre todas as técnicas para
falar em público, um item muito importante é sempre deixado de lado: a pausa.
Por mais incrível que possa
parecer, ela é essencial, não somente para o palestrante/apresentador tomar
água, respirar, mas também para este observar a reação da plateia.
A plateia, por sua vez, também
terá seu tempo para refletir sobre o que acabou de ser dito e, desta forma,
assimilar melhor a mensagem.
Nada mais angustiante do que
aquele apresentador que não respira e vai exibindo slides em cima de slides e
colocando comentários em cima de comentários num frenesi sem fim.
Quem não passou por isso ou já
participou de uma exposição assim?
E não estou falando só de
iniciantes. Falo de pessoas que têm uma boa quilometragem nesta estrada das
palestras.
Nada encanta mais um
apresentador do que, no espaço destinado a perguntas, receber uma avalanche
delas. Como diz o ditado popular do meio: “Se não há dúvida, não há
compreensão”. Vou mais longe: “Se não há dúvida, não há compreensão ou
interesse”.
E se a pergunta não vem, será
que não foi o apresentador que não deu tempo suficiente para a plateia refletir e assim conseguir formular perguntas?
Mas por que a pausa é sempre
deixada de lado?
Pelas minhas observâncias, vejo
que é uma falta de controle da ansiedade do apresentador. Com o intuito de
passar a maior parte do conteúdo que foi surgindo no decorrer de seu preparo,
este cai na armadilha que precisa ‘passar tudo porque senão a apresentação vai
ficar incompleta’. Então, simplesmente descarrega o conteúdo sem dar tempo para sua compreensão.
Nem sempre é assim: tal conteúdo é
sempre preparado para a plateia ‘ideal’: imaginamos o nossos movimentos, o nosso
falar, o olhar ávido da plateia, o ambiente com o ar condicionado na
temperatura adequada, enfim, nossa apresentação sempre é ‘feita para encantar’,
mesmo que o assunto seja técnico. Só nos esquecemos que tanto o ambiente quanto a plateia são dinâmicos e podem mudar a qualquer instante.
Por isso a pausa se torna essencial. Com ela, observamos estas mudanças e 'damos um tempo' para sermos observados também. Isso gera a tão aguardada interação.
Sem pausa, sem impacto. Sem impacto, sem sucesso na apresentação.
Por isso a pausa se torna essencial. Com ela, observamos estas mudanças e 'damos um tempo' para sermos observados também. Isso gera a tão aguardada interação.
Sem pausa, sem impacto. Sem impacto, sem sucesso na apresentação.
Então, sempre que for falar em
público, seja na universidade, na empresa, num seminário, pense na
possibilidade de se deixar a plateia refletir sobre o que dissemos ou queremos
dizer.
Que tal uma pausa?
É isso.
